Muitos querem dois.
Mas depois...
Uns têm mais,
Outros têm menos.
Aventuram-se enquanto os primeiros são pequenos
Ou mais tarde "É tarde demais"
18 Novembro 2009
Filhos
07 Outubro 2009
Um pião? Nem por um tostão
Eu tenho um pião,
um pião que dança.
Eu tenho um pião
aqui na minha mão.
Gira, que gira o meu pião.
Eu não to dou nem por um tostão.
É impressão minha ou esta canção está a sugerir aos mais pequeninos que não devemos partilhar os nossos brinquedos e, pior ainda, está a destruir o nosso espírito empreendedor? :-)
10 Setembro 2009
Sushi em Carcavelos
Esta semana fui almoçar ao Carcavelos Sushi Café. Fica em... Carcavelos com uma excelente vista para o mar.
Como era hora de almoço aproveitei o menú executivo de sushi (15 euros) enquanto que o meu marido optou pelo menú executivo de tempura (12 euros). A ementa inclui sopa miso, bebida, sobremesa (tarde de maça ou crepes de chocolate) e café. Gostámos bastante da comida e as doses são mais do que suficientes.
Infelizmente o serviço deixou um pouco a desejar pela (não) simpatia da senhora que nos serviu à mesa.
É engraçado como com uma localização tão boa, uma decoração tão agradável, uma comida tão simpática, uma ementa tão bem construída, esbarram naquilo que, teoricamente, seria o mais fácil: ter gente simpática a atender os clientes.
02 Setembro 2009
Tapeçarias de Portalegre

Durante os dias que passei de férias na Figueira da Foz (este ano fui para fora cá dentro - não tivesse eu estado fora tanto tempo) visitei a exposição "Nós na Arte", uma exposição de tapeçarias de Portalegre associadas à arte contemporânea.
Não sabia bem o que esperar na exposição, o que é certo é que adorei o que vi. Primeiro porque não conhecia esta tapeçaria e depois porque achei maravilhosa a ideia de associar esta forma de trabalho artesanal à recriação de pinturas contemporâneas.
O site das tapeçarias não é grande coisa já que não faz jús à beleza do trabalho mas contem alguma informação útil, nomeadamente informação do local de manufactura, em Portalegre claro, e da Galeria, em Lisboa.
De acordo com Fernando Martins, a exposição irá permanecer no edifício do antigo Casino Oceano, ao lado do actual Casino da Figueira da Foz, até ao final de Setembro.
03 Agosto 2009
Cavalo às riscas
Aqui há algum tempo, quando ainda estávamos em Inglaterra, comprámos ao meu filho o livro "Who are you, Stripy Horse?". É um livro muito engraçado e com um factor surpresa no final. A ilustração é também muito apelativa e o livro foi um grande sucesso na primeira leitura e em todas as que se vão seguindo.
Como na contracapa do livro aparece uma referência a um outro livro dos mesmos autores e sobre a mesma personagem, o Stripy Horse, o meu filho tem pedido que lho compremos.
Fizemos-lhe esta semana a vontade e comprámos-lhe o "Look out, Stripy Horse". Infelizmente, o livro não é nada de especial e, por vir na sequência de outro que tanto nos agradou, soube a pouco. A história é engraçada mas falta-lhe a "punch line" final que, não sendo comum nos livros para criança, tanto nos surpreendeu no primeiro trabalho de Jim Helmore e Karen Wall.
27 Julho 2009
"Contos Policiais" em português
Sempre fui uma ávida leitora de policiais. Comecei com Agatha Christie, no original, para praticar o meu inglês. Tornei-me sócia da biblioteca da British Council para poder continuar a ler os autores de que gostava nas suas versões originais. Depois, com a mudança para Londres, tudo se tornou ainda mais fácil (com as bibliotecas, os livros baratos, etc.).
Habituei-me a vários autores e sempre tive dificuldade em imaginar policiais em português. Também sempre tive curiosidade em saber como seriam.
Em Janeiro entrei na FNAC e encontrei o livro "Contos Policiais" numa das estantes. Coordenado por Pedro Sena-Lino, o livro apresenta nove pequenos contos escritos por outros tantos autores portugueses. Pensei ser uma óptima forma de ficar a conhecer nove autores alguns dos quais poderia depois querer explorar em versão "comprida".
Pois bem, acabei de ler o livro ontem (não, não o comecei a ler em Janeiro - lembram-se que ainda há pouco tempo tinha acabado de ler outro?) e resolvi partilhar aqui as minhas impressões.
Infelizmente não são muito positivas. O que eu gosto num policial é um texto fácil de ler e que permita ao leitor focar toda a sua atenção no enredo, nas pistas, nos problemas, etc.. O que encontrei neste livro foi uma séria de contos que pareciam esconder a falta de enredo com um estilo de escrita todo cheio de rócócós, difícil de acompanhar.
Alguns contos são daqueles que começam hoje, recuam para o ano passado, voltam para a frente, e para trás, e para a frente. A certa altura, eu que só queria descansar a cabeça, já estava é ainda mais cansada de tanto esforço fazer para acompanhar o fio da narração.
Outros contos, estão tão cheios de adjectivos e salamaleques que me dava quase logo vontade de os pôr de lado. É quase como se, para se ser escritor, se tivesse de usar (e abusar de) uma série de recursos estilísticos. É como se isso fosse o grande diferencial entre os bons e os maus escritores. É como se o que interessasse não fosse o conteúdo - fosse sermos diferentes.
Ainda assim, houve três contos que me deixaram um pouco mais esperançada na narrativa policial portuguesa: "o criminoso portuguesinho" de valter hugo mãe (mas porque é que o autor não pontua devidamente o seu texto e não utiliza letras maiúsculas como qualquer outra pessoa que tenha ido à escola e tenha aprendido os básicos da escrita?), "D. Quixote" de Rui Zink (para quê tantas quebras no texto?) e, especialmente, "A perdição do sorriso cromado" de Ricardo Miguel Gomes.
Penso que o único que me levaria a comprar um livro assinado por si seria este último. Infelizmente, uma pesquisa na Internet não oferece qualquer indicação de o autor ter escrito qualquer outro trabalho (comprido ou não). Posso ter pesquisado mal. Se assim for, alguém que me corrija.
07 Julho 2009
Toalhas de casa-de-banho a condizer
Um dia destes comprámos uma cortina de chuveiro muito engraçada para o meu filho. Foi a IGGE do IKEA.
Os motivos são muito engraçados. O meu filho adora os animais e eu também confesso que adoro o ar caricaturesco e colorido dos animais.
Resolvi então aproveitar os motivos para bordar umas toalhas de casa-de-banho a condizer.
Utilizando papel vegetal que sobrepus ao cortinado, tracei os animais a lápis de carvão. De seguida, virei o papel ao contrário e coloquei por cima da tira de quadrilé virada do avesso. Passei com o lápis por cima dos riscos que tinha feito do outro lado e o carvão passou para o tecido (dado que estávamos a riscar com o papel e o tecido do avesso, os animais ficaram na mesma posição em que estam na cortina). Depois foi só bordar usando uns restos de linha colorida, nº 8 e nº 12, que tinha cá em casa.
Consegui que os animais ficassem na toalha com exactamente o mesmo tamanho que têm na cortina. Utilizei uns animais mais "baixas" na toalha de maõs onde bordei numa tira de quadrilé de 6cm, e na toalha de banho utilizei uma tira de 7,5cm pelo que pude optar por uns animais maiorzinhos.
Fiquei contente com o resultado e o meu filho adorou, apesar de não perceber porque é que não consegue encontrar nos animais todos os tipos de animais que encontra na cortina :-)
